Línguas Estranhas Realidade ou não?


Línguas Estranhas 

Realidade ou não?

 Quando lemos o capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, concluímos que o derramamento do Espírito Santo fez com que os discípulos falassem, de modo sobrenatural, em línguas diferentes, entendidas por pessoas de idiomas diversos; já no fato relacionado com a conversão do centurião Cornélio, ele e seus convidados receberam o batismo e falavam em línguas. Todavia a expressão “em línguas” não deixa bem claro que o texto se refira à língua dos homens.

            Em Éfeso, o apóstolo Paulo encontrou alguns irmãos que ainda não haviam recebido esse revestimento de poder; e, impondo-lhes as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam (Atos 19:6). Aqui, também não podemos afirmar se eram línguas humanas ou não. Mas, examinando a primeira carta aos Coríntios, notamos ali, as seguintes palavras: “O que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em Espírito fala de mistérios” (1 Co 14:2). Essa passagem usa a palavra “estranha”, não encontrada no original; por esse motivo, alguns concluem que as línguas faladas pelos crentes de Corinto não eram “línguas estranhas”, tal como entendidas pelos crentes pentecostais.

            É verdade que a palavra “estranha”, citada no texto, não consta dos escritos originais. Ela foi adaptada por conveniência; porém, o apóstolo, no versículo 1º, do capítulo 13, fala de língua dos anjos, portanto diferente das nossas, e o versículo 2, do capítulo 14, diz: “ … não fala aos homens, senão a Deus…”, deixando claro que não se trata de línguas humanas.  No versículo 13, do mesmo capítulo, temos: “O que fala língua estranha, ore para que a possa  interpretar”. Esta última afirmação reforça as anteriores, e sugere que se trata de língua estranha mesmo, pois para entender línguas humanas não é necessário orar; basta estudá-las! Não esquecendo, entretanto, que o Senhor pode nos conceder o dom de compreender as línguas dos homens e dos anjos; o que para Ele não é impossível! E, nesse caso, até oraríamos a fim de obtê-lo.

Quanto ao trato com essa maravilhosa manifestação de poder espiritual, podemos contar com uma outra dádiva oferecida pelo Senhor, que é o dom de discernir os espíritos; para não haver o perigo de sermos enganados.

E, assim, desfrutaremos as operações do Espírito Santo, sem qualquer receio.

Que Deus nos ilumine!

 

 

Autor Luiz Dionísio da  Silva Filho (irmão Dionísio)