A CURA É PARA TODOS, OU NÃO?


A CURA É PARA TODOS, OU NÃO?

(NÃO QUEBRAREI O MEU CONCERTO NEM ALTERAREI O QUE SAIU DOS MEUS LÁBIOS – SALMO 89:34)

 

Ao longo dos séculos, os cristãos vêm suportando o peso cruel de uma tradição; imposta pela maioria dos teólogos, pois, segundo eles, a bênção divina da cura não é para todos. Por essa razão, sempre que alguém ora em favor de um enfermo, geralmente se ouve a seguinte frase: “Se for a tua vontade”. Sem notar que, com essas palavras, estaria anulando a fé, a qual está firmada na certeza da vontade de Deus.

Jamais poderemos obter alguma coisa da parte do Senhor, se estivermos em dúvida sobre se é ou não a sua vontade realizar o que pedimos a Ele. E, de acordo com as escrituras, sem fé é impossível agradar-lhe. Por outro lado, se a fé vem por ouvir a palavra de Deus, devemos procurar textos bíblicos que nos mostrem ser a vontade do Senhor aquilo que estamos solicitando; pois qualquer coisa que pedirmos em nossas orações, deverá estar firmada na certeza de sua vontade ou de suas promessas, embora saibamos que para Ele não há impossíveis. Exemplificando: Um grande empresário poderia me ajudar com certa quantia. Mas o fato de ele ser capaz não é prova de sua vontade ou de que ele tenha prometido. Assim acontece com relação ao nosso Deus. Só devemos pedir a Ele aquilo que faz parte de sua vontade ou de suas promessas. Quanto à cura, encontramos os seguintes textos: servireis ao Senhor, vosso Deus e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água e tirará do vosso meio as enfermidades (Êx 23:25). Em Êxodo 15:26, lemos: Eu sou o Senhor que te sara. Gálatas 3:13 diz: Cristo nos resgatou da maldição da lei [da qual a doença faz parte]. No Salmo 103:3, temos: Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades. O Salmo 105:37 afirma: E Deus fez sair o seu povo e entre as suas tribos não ouve um só enfermo.

Imagine quase três milhões de israelitas, todos com perfeita saúde!

Em Provérbios 4:20,22, notamos o seguinte: Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina os teus ouvidos, pois são vida para os que as acham e saúde para o seu corpo.

Em Isaías, capítulo 53, versículos 4 e 5, o texto que se refere à nossa redenção, notamos a seguinte mensagem: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si… e pelas suas pisaduras [feridas] fomos sarados.

Os evangelhos registram que Cristo curou a todos, segundo Mateus 8:16-17, 12:15 e 14:36; bem como, Lucas 4:40 e 6:19.

As passagens que acabamos de citar combinadas com Hebreus 10:7, que diz: “Eis aqui venho, para fazer, ó Deus a tua vontade”; e João 6:38, onde Jesus declara: “Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade mas a vontade daquele que me enviou”, indicam que é a vontade do Senhor curar a todos.

Em Nazaré, cidade onde Cristo foi criado, notamos que Ele não curou a todos, por causa da incredulidade do povo, e não porque o Senhor não o quisesse. Portanto, ainda assim, podemos afirmar que sua vontade de curar todos prevalece.

Alguns podem argumentar que Paulo era doente e Jesus não o curou. Mas, se observarmos bem o texto, notaremos que tudo não passa de especulação, pois em nenhum momento o apóstolo fala de doença. O espinho na carne, citado pelo servo do Senhor, bem pode ser uma pessoa; tal como em números 33:55 e Josué 23:13, espinhos nos olhos eram os inimigos de Israel.

A palavra grega traduzida por fraqueza em 2ª aos Coríntios 12:9, é a mesma que está em Romanos 8:26. Se aplicarmos a ela o sentido de doença, veremos que não tem lógica. A expressão “a minha graça te basta”, se usada com referência a enfermidade, estará comprometendo a fidelidade divina, pois como sabemos o Senhor promete sarar a todo o seu povo (Êx 23:25).

Por outro lado, Paulo diz que Cristo nos resgatou da maldição da lei, como já dissemos (Gl 3:13). Então perguntamos: Como o apóstolo levaria em seu corpo aquilo mesmo de que ele foi resgatado?! Isso não parece razoável! Portanto, de tudo que dissemos, concluímos que é a vontade divina que todos sejam curados. Ademais a cura do corpo está na mesma expiação que a cura da alma, fazendo parte de nossa redenção; pois o sacrifício expiatório veio para desfazer as maldições que satanás lançou sobre a humanidade, que são o pecado e a doença.

Os benefícios do calvário são para todos. A palavra de Deus, em João 3:16 diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. No Salmo 103, como sabemos, o salmista afirma que o Senhor é quem perdoa todos os nossos pecados e sara todas as nossas enfermidades, e a morte vicária de Cristo vem reparar o dano causado pela desobediência de Adão e Eva, provendo a cura, não só para a nossa alma, como também para o nosso corpo.

O evangelista Mateus, no capítulo 8, versos 16 e 17, cita o profeta Isaías, referindo-se à passagem que trata da redenção da humanidade dizendo que Jesus curou a todos, para se cumprir o que está escrito no referido texto.

De acordo com os evangelhos, vimos que o Senhor Jesus curava a todos. E, segundo Hebreus 13:8 e Malaquias 3:6 somos informados de que o Senhor não muda. Portanto, o que Ele fazia por todos durante seu ministério terreno, Ele continuará fazendo em nossos dias. Com isso, estamos certos de que as promessas de suas palavras em Marcos 16:18 podem ser aplicadas a qualquer pessoa.

Assim sendo, podemos tomar posse de Tiago 5:14,15 que diz: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.

Uma observação: Nenhum de nós poderá fazer a oração da fé, se estivermos em dúvida sobre se é ou não a vontade de Deus curar o doente; pois Jesus afirma que tudo é possível ao que crê (Marcos 9:23). Portanto, não devemos orar, quando estamos com dúvida; pois a dúvida anula a fé.

E, para finalizar, lembremos que a vontade de Deus e a fé são duas ferramentas poderosas e infalíveis em nossas orações!

Que Deus nos abençoe.

Autor: Irmão Luiz Dionisio