A VONTADE DE DEUS


A VONTADE DE DEUS

Sem dúvida, muitas tradições de uso cristão são dignas de crédito absoluto. Mas há uma delas, cuja prática, ao longo dos séculos, vem sendo um pesadelo para os servos do Senhor. Para ser objetivo, refiro-me àquela que diz: “Se for a Tua vontade.”

            Ora, todos sabemos que o criador é soberano. Portanto, em qualquer situação, logicamente, prevalecerá a Sua vontade. A propósito, essa condição foi revelada pelo Senhor Jesus, na oração do “Pai nosso.” Porém afirmamos que, em muitos casos, consultando a palavra de Deus, ou até mesmo fazendo uso da razão e do bom senso, poderemos conhecer a vontade do Senhor. Com isso em mente, seria desnecessário usar palavras ou expressões que nos isentam de responsabilidade, e destroem a fé, tornando as nossas orações em verdadeiros prognósticos, tal como nos jogos; pois ficamos à espera de um resultado, que não sabemos se virá ou não. Ademias, a tradição de que estamos falando vem servindo como uma bela desculpa aos céticos, os quais diante de um insucesso, para esconderem a incredulidade, tiram proveito dessa tradição, afirmando: Bem, nós oramos, mas é provável que não tenha sido a vontade de Deus.

            E, com essas palavras buscam uma justificativa para seus fracassos! Todavia, as escrituras mostram, de alguma forma, que podemos encontrar uma solução, para não nos dirigirmos ao Senhor, na incerteza. Esse raciocínio pode ser deduzido das seguintes passagens: Mateus 7:7,8, Mateus 18:19, Marcos 11:24, João 14:13 e 1ª de João 5:14; pois todas elas sugerem um conhecimento antecipado da vontade do Senhor, tal como em Marcos 11:24, por exemplo, onde Jesus afirma: “E tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (ARA). Esse versículo sugere um pedido feito com o conhecimento prévio da vontade do Senhor Jesus; visto que, do contrário, Ele mesmo não diria “crede que recebestes”. Vimos, então, segundo essas passagens, que cabe a nós conhecer antes, a vontade do Senhor, a fim de não orarmos na dúvida, pois a dúvida anula a fé. E sabemos que a fé (conhecedora da vontade de Deus) não pode falhar; como deduzimos da primeira epístola de João, capítulo 5, versículo 4, que diz: “A fé é a vitória”. Porém, a fé sem conhecimento da vontade divina, é inútil seria como o instrumento sem o instrumentista. Eis o motivo porque devemos conhecer antes a vontade de Deus, para só então solicitarmos a Ele, com fé o que quisermos!

            Aliás, a verdade é que, sempre que orarmos em busca de resultados, deveremos fazê-lo conhecendo a vontade do Senhor, qualquer que seja a necessidade.

            Quando o bom senso ou a lógica não forem suficientes, ainda assim, encontraremos uma solução nas Escrituras Sagradas, nos seguintes textos: Salmo 50:15, Salmo 91:15, Jeremias 29:11-13 e Jeremias 33:3. Com relação a este argumento, poderíamos citar o escape que o Senhor deu ao seu servo, apóstolo Valdemiro Santiago, num naufrágio ocorrido no oceano Índico, quando ele clamou ao Senhor, e Deus lhe enviou dois anjos, como se fossem homens normais, tal qual nos dias de Ló (Gêneses 19). Nesse episódio, podemos afirmar que se cumpriu o que está no Slamo 50:15, que diz: “Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei e tu me glorificarás”.

            Nas situações em que, definitivamente não pudermos conhecer a vontade do Senhor, oraremos a Ele, e a resposta virá, segundo a Sua vontade!

            Que Deus nos abençoe e fale melhor ao nosso coração, e não nos esqueçamos de que a vontade de Deus e a fé são duas ferramentas poderosas e infalíveis em nossas orações; e mais: o conhecimento dos sentidos é mentira quando não concorda com a palavra de Deus (Tomy Lee Osborn).