Defendendo a Deidade de Cristo
Várias passagens bíblicas proclamam a Deidade do Senhor Jesus, mas sentimos certa dificuldade quando nos defrontamos com textos que apresentam sua pessoa como supostamente inferior à do Pai. É o caso, por exemplo, de João 14:28, onde lemos: “O Pai é maior do Que Eu”. Esse é um fato que exige de nós atenção mais acurada e, portanto, precisamos examinar alguns pontos da palavra de Deus, no sentido de obtermos uma interpretação satisfatória. Então citaremos os seguintes: Gênesis 3:9, Gênesis 6:6,7, Gênesis 32:24-30, êxodo 3:7,8, 1 Reis 19:9-13. Lendo essas referências, quase não as compreendemos, pois nos parecem contraditórias por se relacionarem com um Deus onisciente, onipresente e onipotente. Porém, devido ao seu poder ilimitado (atributo de onipotência), a conclusão a que chegamos é que Ele se manifesta com linguagem e forma humanas, respectivamente conhecidas por antropologia e antropomorfia. A primeira significa razão ou sentimento humano; e, a segunda, forma humana. Esse modo de Deus se manifestar também é conhecido por teofania. As explicações aqui prestadas afastam quaisquer suposições de erro quanto à versão da Biblia. Portanto, os termos usados devem ser aceitos tal como ali estão. Assim, em Gênesis 32:24-30, veríamos em certo sentido, um Deus “menor” do aquele que realmente Ele é. Deste modo compreenderíamos João 14:28 e passagens semelhantes. Jesus é o “Deus-Homem”, tal como Jeová era o “Deus-Homem”, no Vale de Jaboque, onde aparece a Jacó e até “luta” com o patriarca!
Finalizando diríamos que Deus é um Rei cujo trono jamais fica vazio, mesmo quando Ele se “ausenta”. Com relação aos contatos Dele com os homens, podemos fazer a seguinte comparação *(embora se diga que toda comparação manca, isto é, não é perfeita): conseguimos encarar o sol nascente e o sol poente, mas o de meio dia é quase impossível encará-lo. No entanto sabemos que se trata do mesmo sol. Algo semelhante afirmaríamos usando a água como exemplo: bebemos água fresca, porém a que está em ebulição não podemos beber, embora seja a mesma água com a sua fórmula H²O (dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio)! O Senhor Jesus seria, digamos assim, a água fresca de que tanto necessitávamos para a nossa vida!
Que Deus fale melhor ao nosso coração.